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Durante anos, os rankings de faturamento serviram como um atalho para orientar a tomada de decisões. Os General Counsels recorriam a escritórios de advocacia externos em busca daquilo que suas organizações não conseguiam oferecer internamente: escala, expertise especializada acumulada e capacidade de mobilizar recursos rapidamente para lidar com questões complexas.
O porte de um escritório era considerado uma garantia implícita de qualidade e capacidade técnica. Hoje, porém, essa correlação começa a se enfraquecer.
Grandes departamentos jurídicos internos já não esperam que os escritórios externos processem
elevados volumes de trabalho nem que produzam alertas regulatórios. Atualmente, essas funções
são executadas internamente, por meio de tecnologias proprietárias utilizadas de forma contínua e
automatizada.
O modelo piramidal tradicional perde sua lógica econômica quando a tecnologia é capaz de gerar
esse mesmo resultado de forma mais eficiente e a um custo menor.
Quanto mais um departamento jurídico interno adota soluções de inteligência artificial, mais
sofisticadas se tornam suas capacidades produtivas e mais essencial passa a ser o julgamento
humano na supervisão dos resultados. Um GC que se torna menos dependente de capacidade
operacional externa passa, simultaneamente, a depender mais de julgamento especializado.
Esses profissionais não estão buscando maior capacidade de produção. Eles necessitam de um
assessor que saiba quais perguntas fazer sobre aquilo que a tecnologia produz; alguém que
compreenda os contextos político, comercial e reputacional; e que esteja disposto a exercer
discernimento profissional quando os dados, por si só, forem insuficientes.
Os escritórios que conseguirem ocupar esse espaço não serão necessariamente os maiores.
Serão aqueles que tiverem desenvolvido uma nova geração de sócios capazes de oferecer o
julgamento profissional que a tecnologia não consegue substituir.
Um escritório que não consiga cultivar essa capacidade entre seus segundo e terceiro níveis de
liderança estará, na prática, construindo seu próprio limite para o crescimento futuro.
As organizações que não concluírem essa transição antes que o mercado a exija perceberão seus
efeitos refletidos em seu desempenho financeiro antes mesmo de reconhecê-los em sua
estratégia.
Estarei em Miami no dia 11 de junho, no Legal Management Forum, debatendo exatamente essas questões com General Counsels de algumas das principais corporações do mundo. Compartilharei as principais conclusões em futuras publicações.
Quão bem posicionado está o seu escritório para aproveitar essa oportunidade?
Agende uma conversa comigo.
Marc Gericó
Global Managing Partner, Gericó Associates
A Gericó Associates é a firma líder em Estratégia, Reputação e Desenvolvimento de Negócios para o setor jurídico na Espanha e na América Latina. Se você precisa de assessoria para sua firma de advocacia, entre em contato conosco.